Na minha opinião acadêmica e analise, a contribuição cientifica alemã para melhor compreensão do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), é inegável e pelas minhas vivencias psicanalistas, concluo que a Gestalt-terapia, desenvolvida por Fritz Perls, Laura Perls e Paul Goodman seja a psicoterapia mais indicada.
Friederich Salomon Perls, mais conhecido como Fritz Perls foi um psicoterapeuta e psiquiatra de origem judaica alemã, nascido em Berlim e que estudou na mesma cidade, e que junto com sua esposa Laura Perls, desenvolveu uma abordagem de psicoterapia que chamou de Gestalt-terapia. é uma abordagem psicoterapêutica humanista e fenomenológica, muito indicada a meu entendimento para o autista, pois sendo ela focada no "aqui e agora", na conscientização do que acontece e na responsabilidade pessoal de adaptação do individuo como se é.
Sabemos que Fritz Perls, o fundador da Terapia Gestalt, nunca desenvolveu uma teoria específica ou abordagem clínica voltada para o autismo durante sua vida mas no olhar gestáltico moderno sobre o autismo, baseado nos princípios de Perls, é oferecida uma perspectiva única e diferente das abordagens já conhecidas dos tratamentos comportamentais tradicionais.
Fritz Perls enfatizava a importância de estar presente no "aqui-e-agora". E os portadores de autismo, freqüentemente vivem de forma intensa o momento presente e a experiência sensorial direta no que vêem, ouvem e sentem, uma forma autêntica de autor regulação e organização sensorial do indivíduo em um ambiente que pode lhe parecer diferente e hostil.
Fritz Perls definiu a harmonia da saúde mental estável pela capacidade que o individuo tem de fazer contato com o ambiente que o cerca e com a convivência mínima aceitável com os outros, mantendo a sua complexa individualidade.
Na Gestalt, o "isolamento" autista não é visto necessariamente como um déficit social, mas como uma forma particular de gerenciar a fronteira contato-retirada.
O objetivo Gestalt não é forçar o contato do autista a seu meio, mas sim respeitar o ritmo individual de cada pessoa e ampliar cada vez mais as possibilidades de contato quando se sentir seguro.
Ricardo Vianna Barradas

