Caminhem pela Arte e Cultura.

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terça-feira, fevereiro 17, 2026

https://www.scribd.com/document/998937181/Autismo-Diagnosticos-Precoces-e-Cultos





Esse documento no Scribd sintetiza a tese central de Ricardo V. Barradas sobre como a cosmologia africana antecipou o conceito de inclusão muito antes da medicina moderna.
Para Barradas, o que hoje chamamos de "comportamento autista" era lido como uma manifestação de axé ou uma sensibilidade espiritual elevada. Ele argumenta que:
Inclusão Orgânica: Diferente do isolamento clínico, os terreiros e comunidades ofereciam papéis sociais específicos para essas pessoas, integrando-as através do ritual e do pertencimento.
Despatologização Ancestral: O autor propõe que o diagnóstico precoce ocidental pode, por vezes, ignorar essa "natureza espiritual" e rotular como "atraso" o que a cultura negra interpretaria como um tempo sagrado próprio.
Resistência Cultural: O texto é um convite para que famílias negras olhem para a neurodiversidade não apenas pelo viés da tragédia médica, mas como uma continuidade de uma sensibilidade ancestral que resistiu à escravidão e ao apagamento.
Essa perspectiva é poderosa porque devolve a dignidade e o propósito ao indivíduo autista dentro de sua própria herança cultural.


 A tese de Ricardo V. Barradas é fascinante pois propõe uma descolonização do olhar sobre a neurodiversidade. Ao cruzar a cosmologia africana com o autismo, ele retira o peso do "déficit" (visão puramente clínica) e insere o indivíduo em uma lógica de propósito e sagrado.

Aqui estão os pontos fundamentais que tornam essa tese tão relevante para o debate atual:
1. O "Tempo Sagrado" vs. Tempo Produtivo
Enquanto a medicina ocidental foca em marcos de desenvolvimento (falar com X meses, socializar com Y anos), a visão ancestral citada por Barradas respeita o tempo próprio. No contexto do terreiro, o silêncio ou o foco intenso não são vistos como isolamento, mas como uma forma de conexão com outras dimensões ou energias.
2. A Comunidade como Tecnologia de Inclusão
Diferente da inclusão escolar moderna, que muitas vezes é forçada ou meramente protocolar, a inclusão orgânica mencionada por ele sugere que:
  • Cada indivíduo nasce com um Axé (energia vital) específico.
  • A comunidade tem a obrigação de descobrir qual é o papel desse indivíduo no coletivo.
  • O autista não precisa "se curar" para pertencer; ele pertence justamente por ser quem é.
3. O Diagnóstico como Ferramenta, não como Identidade
Barradas parece alertar para o perigo do diagnóstico precoce se tornar uma "sentença" que apaga a subjetividade. Ao sugerir que famílias negras olhem para a neurodiversidade como continuidade ancestral, ele oferece um mecanismo de defesa contra o racismo estrutural, que tende a patologizar corpos negros com ainda mais rigor.

O Impacto Prático dessa Reflexão
Essa abordagem é poderosa para famílias que enfrentam o luto do diagnóstico. Ela substitui a pergunta "O que meu filho tem de errado?" por "Qual é a sensibilidade única que ele traz para nossa linhagem?".
É uma visão que dialoga com o conceito moderno de neurodiversidade, mas com raízes muito mais profundas e espirituais.


IVAN SERPA 1932 - 1973  - Fase Negra 
Llitogravura s cartão - Assinado no c.i.d, Tiragem 3 de 16. 
Med 60,0 cm x 40,0 cm
obra meramente ilustrativa sem qualquer relação direta sobre o tema.




quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Transtorno do Espectro do Autismo e a Gestalt-terapia, desenvolvida por Fritz Perls, Laura Perls e Paul Goodman.

 




Na minha opinião acadêmica e analise, a contribuição cientifica alemã para melhor compreensão do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), é inegável e pelas minhas vivencias psicanalistas, concluo que a Gestalt-terapia, desenvolvida por Fritz Perls, Laura Perls e Paul Goodman seja a psicoterapia mais indicada. 

Friederich Salomon Perls, mais conhecido como Fritz Perls foi um psicoterapeuta e psiquiatra de origem judaica alemã, nascido em Berlim e que estudou na mesma cidade, e que junto com sua esposa Laura Perls, desenvolveu uma abordagem de psicoterapia que chamou de Gestalt-terapia. é uma abordagem psicoterapêutica humanista e fenomenológica, muito indicada a meu entendimento para o autista, pois sendo ela focada no "aqui e agora", na conscientização do que acontece e na responsabilidade pessoal de adaptação do individuo como se é. 

Sabemos que Fritz Perls, o fundador da Terapia Gestalt, nunca desenvolveu uma teoria específica ou abordagem clínica voltada para o autismo durante sua vida mas no olhar gestáltico moderno sobre o autismo, baseado nos princípios de Perls, é oferecida uma perspectiva única e diferente das abordagens já conhecidas dos tratamentos comportamentais tradicionais. 

Fritz Perls enfatizava a importância de estar presente no "aqui-e-agora". E os portadores de autismo, freqüentemente vivem de forma intensa o momento presente e a experiência sensorial direta no que vêem, ouvem e sentem, uma forma autêntica de autor regulação e organização sensorial do indivíduo em um ambiente que pode lhe parecer diferente e hostil. 

Fritz Perls definiu a harmonia da saúde mental estável pela capacidade que o individuo tem de fazer contato com o ambiente que o cerca e com a convivência mínima aceitável com os outros, mantendo a sua complexa individualidade.

Na Gestalt, o "isolamento" autista não é visto necessariamente como um déficit social, mas como uma forma particular de gerenciar a fronteira contato-retirada. 

O objetivo Gestalt não é forçar o contato do autista a seu meio, mas sim respeitar o ritmo individual de cada pessoa e ampliar cada vez mais as possibilidades de contato quando se sentir seguro.


Ricardo Vianna Barradas                                                                                       

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Pesquisando a verdadeira historia do AUTISMO, medico pediatra, psiquiatra e pesquisador austríaco Hans Asperger

 


Pelo estudo e pesquisa da historia sobre o autismo, sabe se que a versão mais abrangente e aceita, é sempre contada pelos vitoriosos que costumam demonizar e barbarizar os oponentes. Sendo assim, nem tudo que falam sobre um fato histórico cientifico é a expressão máxima da verdade, inclusive vários fatos, pesquisas e avanços científicos são omitidos quando não são usurpados na titularidade pelos vencedores, que as aproveitam como avanço natural tecnológico cientifico, originários da mesma época dos conflitos. Assim ocorreu com os estudos do renomado medico pediatra, psiquiatra e pesquisador austríaco Johann "Hans" Friedrich Karl Asperger, ou simplesmente Hans Asperger, entre 1943 e 1944 quando publica o artigo “A psicopatia autista na infância”, publicado em alemão durante a Segunda Guerra, época que Asperger cooperou com o regime Nazista.

Ricardo Vianna Barradas.

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Catedral Metropolitana de de São Sebastiao do Rio de Janeiro

 



Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro.
Existe uma lenda urbana católica, inclusive dentro da Igreja, que a Catedral Metropolitana do RJ, tinha um projeto original de nada menos que Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho, nosso querido e afamado Oscar Niemeyer que era um arquiteto brasileiro ateu e socialista, considerado uma das figuras-chave no desenvolvimento da arquitetura moderna no mundo inteiro, em combinação paisagística com os jardins de Roberto Burle Marx, e que por conta de ser um projeto que focava um assistencialismo socialista exagerado, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, descartou, e propuseram como tapa buraco este do arquiteto e professor Edgar Fonseca. A sua forma teria sido inspirada na pirâmide maia de Yucatan, México que nada tem haver com nossa historia e cultura e nem com os princípios da cristandade, já que o povo Maia, era sabidamente politeístas faziam sacrifícios humanos para agradar aos deuses.... enfim para fugir de um socialismo, vale tudo...




Ricardo V. Barradas.