Ismael Nery
Aquarela sobre papel, c.i.e.
27,00 cm x 18,50 cm
A natureza da perfeição, do conceito mitológico de amor perfeito, do ser homem mulher pelo comportamento Andrógino, sempre foi questionado dentro de um mundo compacto, regido categoricamente por regras e conceitos severos na vida social, educacional, nas filosofias e religiões, que outorgaram, por uma humanidade imperfeita, incompleta e dividida. Não permitindo que ela seja, mesmo que conceitualmente amorosa, superior e binaria.
A eterna qualificação imposta entre a divisão de gêneros, em ser o sol masculino ou em ser a terra feminina, impediu durante muito tempo o aparecimento do ser completo estético, a lua andrógina.
A contemporaneidade resgata e resinifica velhos medos e conceitos. Não teoricamente mas em ousadias sociais comportamentais, que permite por liberdade cada um ser o que é, e se qualificar como se vê.
No entanto, todas as mudanças tem seu preço.
E a principio, os agentes destas mudanças por ser inusitadas,
devem pagar tributos maiores e serem vistos como diferentes.
Reflexão de Ricardo V. Barradas