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sábado, junho 29, 2024

EMMANUEL ZAMOR


         EMMANUEL ZAMOR






Emmanuel Zamor 

1840 - 1917

  Óleo sobre tela   

"Na janela , a espera"  

41 cm x 26 cm



Coleção Ricardo V. Barradas



 Emmanuel Zamor, pseudônimo de Manuel Pierre Hubert Zamore,[3] também conhecido como Emmanuel Hector Zamor (Salvador, 19 de maio de 1840 - Créteil, Val-de-Marne, 6 de março de 1919), alcunhado Le petit brésilien, foi um desenhista, pintor, litógrafo poeta e letrista de canções brasileiro radicado na França.[2][3]

Especializou-se na pintura de paisagens e naturezas mortas, sofrendo influências dos artistas ligados à escola de Barbizon e dos impressionistas.[5]

Vida e obra

Nascido em 1840, na Bahia, Emmanuel Zamor teria sido adotado pelo casal Manuel Pierre Zamore (1810-1868), cozinheiro, "nascido na costa da África, perto do Congo", e Félicité Rose Neveu (1816-1857), costureira, nascida em Mamers, Sarthe[6][4] O casal não tinha filhos: alguns anos antes, entre 1836 e 1838, havia perdido duas filhas, ambas mortas com menos de um ano de idade. Emmanuel foi batizado na paróquia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador.

Na Europa, já em c. 1845, o menino iniciou estudos de música e desenho. Frequentou a Academia Julian de Paris e começou a trabalhar como cenógrafo. Presume-se, por questões estilísticas, que Emmanuel tenha entrado em contato nessa época com os pintores de Barbizon e com os artistas que logo seriam definidos como impressionistas: Cézanne, Renoir, Degas, Pissarro, Sisley e Monet.[2]

Em 1860, Emmanuel retorna à terra natal, estabelecendo-se em Salvador. Sua pintura, marcada pela sóbria predominância dos tons verde-musgo e ocre, adquire então uma uma nova luminosidade e colorido, onde sobressaem tons de vermelhos e alaranjados, assimilados da natureza e da atmosfera tropicais. Um incêndio em sua residência, entretanto, destruiu quase totalmente a sua produção local. Com a morte do pai adotivo, em 1862, Zamor retorna definitivamente à França.[2]

A partir de então, tornam-se numerosas as lacunas em sua biografia. Há uma imagem do artista atribuída a Nadar,[5] fotógrafo que registrou os mais importantes intelectuais e artistas da França do final do século XIX, o que atestaria um certo prestígio social e algum reconhecimento no cenário artístico europeu. Há notícias a seu respeito que o descrevem como casado e sem filhos, vivendo em situação de penúria, usando eventualmente seus trabalhos como combustível para manter-se aquecido no inverno.[2]

Emmanuel Zamor casou-se duas vezes: primeiro, em 13 de fevereiro de 1873, com a pianista e compositora Olympe Léontine Lecornu (1848-1881), que morreria, aos 33 anos, ao dar à luz o filho do casal, Antoni Manuel (1881 - 1960), que também seria músico, além de romancista e poeta. No catálogo da BnF, há registro de canções compostas por Emmanuel Zamor fils, em parceria com Emmanuel Zamor pai, ou seja, Antoni Manuel teria adotado nome artístico idêntico ao do pai.[3] Em 19 de fevereiro de 1882, Emmanuel voltaria a se casar, agora com a modista Eugénie Kollmann (1837-1916).[7] Por ocasião de sua morte, o pintor estava novamente viúvo. [3]

Emmanuel Zamor seria ignorado pela crítica especializada durante as décadas seguintes e permaneceria desconhecido na historiografia brasileira até o fim do século XX. Em 1984, o marchand Rafael Kastoriano "redescobriu" o pintor durante um leilão. Intrigado pela obra de Zamor, Kastoriano arrematou todos os 37 trabalhos disponíveis do artista após descobrir que se tratava de um brasileiro. As obras de Zamor foram exibidas pela primeira vez ao público no Museu de Arte de São Paulo, em 1985. A Fundação Armando Álvares Penteado dedicou outra mostra, em 1990.[5][2] Pietro Maria Bardi elogiou sua "viva sensibilidade"


Fonte https://pt.wikipedia.org/wiki/Emmanuel_Zamor





quinta-feira, junho 29, 2023

Pequeno Jornaleiro - de autoria do Fritz

 



O celebre Monumento ao Pequeno Jornaleiro,
um menino, com roupas velhas e jornais debaixo do braço, grita as últimas manchetes na tentativa de vender os exemplares. A cena comum no Rio do início do século XX foi eternizada na escultura "Pequeno Jornaleiro", do artista Fritz, inaugurada em 1933, em uma época que a primeira dama do Brasil, Dona Darcy Vargas, esposa do ex-presidente Getúlio Vargas, já desenvolvia o projeto social juvenil da Casa do Pequeno Jornaleiro, A Casa do Pequeno Jornaleiro era uma instituição que tinha como objetivo acolher, formar e orientar crianças e jovens das camadas sociais mais pobres. Foi criada em 1938, pela primeira dama brasileira da época Darcy Vargas. A Casa do Pequeno Jornaleiro, ainda existe e é administrada pela Fundação Darcy Vargas, e vem sofrendo uma serie de transformações devido as próprias novas legislações desde o Estatuto da Criança e Adolescente, que surgiu após a revisão de meu saudoso e amigo professor o Dr. Juiz de Menor carioca Alírio Cavalieri, desde 1979, época que eu estudava Direito, na Universidade Gama Filho, no RJ. Desde 2016, a Casa do Pequeno Jornaleiro, com a presidência da Sra. Alice Moreira Franco, e agora como segundo ciclo do ensino fundamental que atende a área portuária deficitária da cidade do RJ, onde se localiza. A celebre escultura tamanho grande, original em bronze patinado foi fundida pela Fundição Amadeo Zani, que posteriormente fez uma pequena edição de miniaturas, devido a popularização dela e todo arcabouço infantil social que ela celebra e representa. Já tive das pequenas, dois exemplares em minha coleção mas não podemos guardar tudo, logo vendi.