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quarta-feira, novembro 12, 2025

jóias de crioulas - Estudos Permanentes da Cultura Negra no Brasil.






 










Ricardo V. Barradas é um pesquisador, marchand e curador que escreve e aborda freqüentemente o tema das "jóias de crioulas".
Ele não é o autor de um livro específico e único com esse título exato, mas sim uma autoridade no assunto, com textos, artigos e publicações em blogs que discutem o tema detalhadamente.
Seus escritos exploram como essas jóias, feitas de ouro e prata no Brasil colonial dos séculos XVIII e XIX, eram mais do que apenas adornos: representavam a ascensão econômica, a identidade social e a resistência de mulheres negras escravizadas e libertas.
Algumas informações importantes sobre sua relação com o tema incluem:
Publicações online: Ele mantém um blog onde publica textos e imagens sobre o assunto, como "JOIAS DE CRIOULAS de Coco e Ouro de Diamantina".
Citações: Frases e trechos de seus textos sobre as jóias crioulas são freqüentemente citados em sites como Pensador.
Reconhecimento acadêmico: Seu trabalho é referenciado em estudos acadêmicos, como teses universitárias que abordam a história da arte e da cultura afro-brasileira.
Portanto, Ricardo V. Barradas é uma fonte proeminente e um especialista que documenta e analisa a história e o significado cultural das jóias de crioulas no Brasil.

domingo, outubro 19, 2025

JOIAS DE CRIOULAS por Ricardo Vianna Barradas








Ricardo Vianna Barradas é um avaliador de arte, curador e marchand que se dedica ao estudo, pesquisa e à promoção e divulgação das "jóias de crioulas". Ele aborda o tema em seus trabalhos e publicações, ressaltando o significado histórico, cultural e social, dessas peças durante o período escravocrata no colonial brasileiro.

Sobre as "jóias de crioulas"
As jóias de crioula são adornos confeccionados em ouro e prata, usados por mulheres afrodescendentes, tanto escravizadas quanto alforriadas, nos séculos XVIII e XIX. Mais do que simples acessórios, essas peças eram elementos de resistência, representatividade e poder:
Subversão e ascensão social: Ao usar jóias, mulheres negras subvertiam as leis suntuárias da época, que proibiam que pessoas escravizadas usassem tais adornos. Era uma forma de marcar presença e demonstrar status social e econômico.
Estratégia de liberdade: As jóias serviam como um tipo de poupança ou patrimônio que podia ser penhorado ou negociado. Muitas mulheres utilizavam suas jóias para comprar a própria liberdade ou a de seus familiares.
Identidade e cultura: As peças carregavam profundos significados simbólicos, refletindo a herança cultural africana, crenças religiosas e hierarquias sociais dentro da comunidade afrodescendente.
Poder feminino: O uso dessas jóias era uma estratégia para acumular recursos e fortalecer a auto-estima e a posição dessas mulheres na sociedade, reforçando a vivacidade e a força da cultura negra.
O trabalho de Ricardo V. Barradas.
Barradas, como pesquisador e avaliador, ressalta a importância dessas jóias como um capítulo da história da ourivesaria e da cultura afro-brasileira. Suas publicações e análises contribuem para o reconhecimento da complexidade e do valor dessas peças, combatendo a visão de que eram meros enfeites

terça-feira, janeiro 19, 2021

JOIAS CRIOULAS - JOIA DE CRIOULA - HISTORIA DA MODA

 


JOIAS CRIOULAS

A MODA DO PERIODO ESCRAVOCRATA NO BRASIL


"Rompendo com regras sociais e até leis, mulheres negras que compraram sua alforria encontraram em adornos feitos em ouro e prata a forma mais direta de afirmar sua identidade. Só para se ter uma idéia da ousadia delas, no Brasil do período colonial, os negros eram proibidos de usar tecidos finos e jóias. A venda de produtos diversos pelas ruas, principalmente alimentos, foi a forma que elas encontraram não só para comprar a liberdade como também para bancar a ostentação. Eram as chamadas escravas de ganho. Entre os elementos pendentes, em sua maioria também em prata, os mais freqüentes são a figa, a chave, as moedas, o cilindro, a romã, o cacho de uvas, o peixe e os dentes de animais, remetendo a diferentes tradições. As jóias das crioulas confeccionadas nos séculos XVIII e XIX, consistem em uma coleção de peças de joalheria, especificamente para serem usadas por mulheres negras ou mestiças, na condição de escravas, alforriadas ou libertas. Estes adornos são hoje, objetos de museu, apresentados como exemplares de um tipo muito particular de joalheria, sempre associados às crenças religiosas de suas usuárias, ou vinculados aos senhores de escravos, como exemplo paradigmático de comportamento destes indivíduos, que adornavam suas escravas com uma quantidade exacerbada de jóias de ouro para exibir poder e riqueza. Os escravos de ganho saíam para trabalhar, em tempo parcial ou integral e deviam entregar ao senhor uma parte previamente acertada entre ambos do dinheiro que recebiam por dia ou por semana. Alguns desses cativos não moravam na casa do seu proprietário. Os exemplos mais marcantes desses escravos ganhadores são os mascates de ambos os sexos, os carregadores que trabalhavam em grupo, os artesãos e as quitandeiras Nas novas condições, a melhor estratégia era acumular em jóia, os valores, que um dia, seriam suficientes para a compra de sua alforria, de seus filhos, de parentes e amigos, ou seja, a compra da sua liberdade e também, a dos seus entes queridos. Ou ainda, participando da rede de solidariedade estabelecida pelos escravos, doando suas jóias para caixa de alforrias (fundos comuns para a libertação de escravos). Esta é a principal razão de se classificar estas peças como um design de resistência, por estes adornos de corpo significarem a sobrevivência ao sistema escravocrata. Assim, a joalheria escrava simboliza a resistência destas mulheres a condição de mercadoria. Usar jóias como acessório era imprescindível à elegância da mulher negra, sendo um fato tão pujante que vários viajantes de passagem pela Bahia foram uníssonos em apontar esta peculiar característica, impactante ao ponto de determinar uma portaria real no ano de 1636:O Rei, tendo tomado conhecimento do luxo exagerado que as escravas do Estado do Brasil mostram no seu modo de vestir, e a fim de evitar este abuso e o mau exemplo que poderia seguir sê-lhe, Sua Majestade dignou-se decidir que elas não poderiam usar vestidos de seda nem de tecido de cambraia ou de Holanda, com ou sem rendas, com ou sem rendas, nem enfeites de ouro e de prata sobre seus vestuários. Com este luxo, as escravas causam uma baixa de moral nas capitanias, pervertem os homens brancos, do que resulta o cruzamento das raças e o aumento sempre crescente do numero de pessoas de cor, o que de modo algum é conveniente." 

(Jóia Escrava: design de resistência Slave Jewel: resistances design - Ana Beatriz Simon Factum)




JOIA DE CRIOULA Par de brincos com decoração em coco em ouro 18k sec. XIX
Coleção Ricardo V. Barradas RJ






JOIA DE CRIOULA pingente em coco representando tronco com acabamentos 
em ouro 18 Kt,  século XIX. 
Coleção Ricardo V. Barradas RJ









JOIA DE CRIOULA brincos com decoração em coco e pedras em ouro 18k  século XIX. 
Coleção Ricardo V. Barradas RJ





JOIA DE CRIOULA - Antigo par de Brincos em ouro e toco de coral no feitio 
de tamborete. Bahia século. XIX. 
Coleção Ricardo V. Barradas RJ






sábado, novembro 16, 2019

"JOIAS DE CRIOULA" - A ourivesaria do período escravocrata no Brasil - ARTE NEGRA NO BRASIL




" JOIA DE CRIOULA "

Existem alguns capítulos a serem escritos sobre o período escravocrata no Brasil, entre eles está o que diz respeito as " Jóias de Crioula", a alguns anos tão apreciados por diversos colecionadores no Brasil e no Exterior. Muitas das vezes, muitos crêem que estes típicos adornos em prata e ouro, eram propriedades dos escravos que serviam por trabalhos domésticos a Casa Grande, mas na verdade estes adornos valiosos pertenciam ao Senhor que os compraram, e de forma vaidosa de ostentar sua opulência e riqueza, quase que obrigavam os " escravos domésticos" a usarem, para poder dizer aos visitantes que nas suas propriedades até os animais desfilam com preciosidades. Outro detalhe que me parece muito importante, e que eu humildemente nunca vi sendo abordado, é quanto a feitura destes originais adornos, que muitas das vezes seguem elementos e alegorias próprias da mitologia religiosa e cultural africana. Devemos lembrar que os oficiais de ourivesaria na época eram quase em sua grande maioria portugueses, temente a Deus e as regras rígidas do Clero e por conta disto e de outras questões sociais não se prestariam ao papel de confeccionarem adornos muitas vezes com adereços pagãos, demoníacos, hereges segundo a doutrina firme da Santa Madre Igreja, por valor que lhe fosse oferecido. Sendo assim, tais enfeites e adereços de uma forma geral hoje conhecidos como " Jóia de Crioula", não foram feitos pelos oficiais ourives portugueses e sim pelos auxiliares negros, que possuíam uma certa autonomia de criação, que eram chamados de " escravos de ganho ", por que de certa forma eram recompensados pelo Oficial Ourives, todas as vezes que confeccionavam adornos bem criativos dentro de sua própria fundamentação regional, artística, cultural e religiosa pagã quando entregues e por vezes eram elogiados pelos "Senhores Contratantes". Sendo assim, fica desmistificado como estas jóias tem em sua grande maioria elementos pagãos em dissonância criativa com os padrões da oficial ourivesaria da época no Brasil. A exemplo disto, podem ser vistos, chifres, tambores, figas, cuias, cabaças, botas, chaves, cadeados, bonecos de feitiço, frutas, peixes, cachimbos, instrumentos musicais nativos, conchas, búzios, garrafas, chicotes entre tantos outros elementos próprios da cultura negra da época.


Curador e Pesquisador Ricardo V. Barradas          .






Coleção Ricardo V. Barradas.






Coleção Ricardo V. Barradas.






Coleção Ricardo V. Barradas.







Coleção Ricardo V. Barradas.