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terça-feira, dezembro 17, 2024
RAPHAEL FREDERICO - HISTORIA DAS ARTES PLASTICAS DOS PINTORES NEGROS NO BRASIL.
quinta-feira, março 30, 2023
JOIAS DE CRIOULA por Ricardo V. Barradas
JOIAS DE CRIOULA
As jóias de crioula, adornos confeccionados em ouro e prata, presentes na comunidade afro descendente escrava e liberta brasileira dos séculos XVIII e XIX, se subdividem em três ramos. O primeiro das jóias, confeccionadas pelos senhores escravocratas que adornavam as escravas que serviam como empregadas domesticas a residência colonial, como símbolo de opulência e poder. O segundo, das jóias de axé, confeccionadas por razoes devocionais as matriarcas das casas de santo, da cultura das religiosidades afro brasileiras. O terceiro, as jóias confeccionadas pelos escravos de ganho, auxiliares dos oficiais de ourives, para adorno das ex - escravas alforriadas como símbolo de afirmação de liberdade na sociedade, por prestigio e poder. Usadas abundantemente durante as festas dentro da comunidade da época.
Entre os círculos de confecção das famosas jóias de crioulas, muito romantizados existem alguns hiatos pouco abordados pelos historiadores. O primeiro é quanto ao material, pois a prata por não ter extração no Brasil Colonial era mais nobre que o ouro. Outro seria sobre a confecção delas pelos escravos de ganho pois não eram feitas pelos oficiais ourives portugueses, pois os mesmo produziam os utensílios religiosos católicos e estavam impedidos a confeccionar adornos para animais. Por mais dramático que pareça, era está a posição oficial religiosa católica da época, seres sem alma, inventariados e comercializados como tal. A humanização aparece por alguns autores com o estudo posterior deste período nefasto escravocrata brasileiro.
As jóias de crioula produzidas no período escravocrata brasileiro dos séculos XVIII e XIX, tem por confecção e acabamento quase formas de artesanato e de forjaria de ferreiros, já que eram produzidas pelos escravos de ganho. Isto explica a simplicidade das formas e a repetição dos elementos, que não resultavam das técnicas da joalheria européia da época, aprimoradas dos prateiros e oficiais ourives portugueses. Em sua grande parte são de pratas, algumas com vermeil combinadas a elementos naturais de adorno, como o coral baiano, a casca do coco, o jacarandá, o marfim de diversos tipos de animais e o casco de tartaruga. O ouro quando aparece costuma ser de baixo teor e sobretudo em pequena quantidade, como detalhe.
Ainda sobre o capitulo das " jóias de crioula" é importante ressaltar e esclarecer que a Igreja Católica no Brasil dos séculos XVIII e XIX, não era uma religião somente, ela se chamava de Clero e fazia parte do estado. A exemplo disto temos o artigo primeiro do Código Comercial Brasileiro, que proíbe a mercancia, o ato de praticar comercio entre outros os clérigos que fazem parte do estado e as mulheres casadas sem a permissão do marido. Isto bem recente, nos primeiros anos da republica no inicio do século XX. Sendo assim, mesmo que veladamente coube ao clero, imputar a idéia que o povo negro escravizado, não tinha alma e fortalecendo o poder produtivo das Fazendas Coloniais, a um custo baixo para que os Barões do Café, da Borracha e da Cana de Açúcar, pudessem ter muito lucro, afinal eram eles que bancavam literalmente o Império. Mesmo que o Estado Brasileiro, tenha assumido pelo fim da escravidão e o nefasto comercio de pessoas, após a independência em 1822, perante varias nações européias, foi a partir deste período até 1850, que foram feitos os maiores e perversos contrabandos de escravos no Brasil, a sua maior parte no Estado do Rio de Janeiro, inclusive realizados por negros libertos, também, que traiam e vendiam os melhores e mais fortes trabalhadores de seu próprio povo. A exemplo disto, temos a figura folclórica de Dom Obá, um negro que possuía diversos escravos e estava ligado ao comercio imoral de escravos junto aos coronéis.
Texto original de Ricardo Vianna Barradas.
sábado, novembro 16, 2019
"JOIAS DE CRIOULA" - A ourivesaria do período escravocrata no Brasil - ARTE NEGRA NO BRASIL
sexta-feira, maio 25, 2012
Vigília pelo fim da violência contra as mulheres - Salvador/Ba
De acordo com as Nações Unidas, em todo o mundo, cerca de 536 mil mulheres e meninas morrem por ano de complicações relacionadas à gestação e ao parto. Isto significa que são mais de 1.400 mortes por dia. No Brasil, a morte materna – define-se morte matrena durante a gravidez, o aborto e o pós-parto precoce (até 42 dias) ou tardio (de 42 dias até um ano) – é uma das 10 principais causas de óbito entre mulheres de 10 a 49 anos. Segundo dados do Ministério da Saúde a razão dessas mortes foi de 68 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Porém, a recomendação da Organização Mundial de Saúde é que haja, no máximo, 20 casos de morte materna a cada 100 mil nascidos vivos.
As mulheres estão morrendo dentro dos hospitais por sofrerem maus tratos, racismo e outras formas de violência institucional nas unidades de saúde. Em todo o mundo, mais de 90% das mortes maternas poderia ser evitadas e no Brasil mais de 70% das mortes são decorrentes de omissões, intervenções ou tratamento incorreto. Cerca de um milhão de crianças ficam órfãs a cada ano e essas criaças têm risco de 3 a 10 vezes maior de morrer antes de completarem dois anos do que aquelas que vivem com suas mães.
Para assegurar o direito à atenção humanizada e não discriminatória existe no país a Lei 11.108/2005 ou a Lei de Acompanhamento que garante o direito da mulher grávida a ser acompanha durante o pré-parto, o parto e o pós-parto. A escolha dessa pessoa fica a critério da gestante e deve ser respeitada.
As principais causas da mortalidade materna são: a hipertensão arterial, a hemorragia, as complicações decorrentes do aborto realizado em condições inseguras e a infecção pós-parto. Para promover uma redução nesse quadro é necessário estimular a participação dos conselhos estaduais e municipais de saúde na definição de conteúdos e estruturação do Pacto Nacional, além de qualificar e humanizar a atenção ao parto, ao nascimento e ao aborto legal e garantir que mulheres e recém-nascidos não sejam recusados nos serviços de saúde e que sejam assistidos até a transferência para outra unidade.
Essas mortes são o retrato da exclusão social de uma parte importante da população feminina, onde morrem as mais pobres, mais jovens, de menor escolarização, menor renda e usuárias do SUS. As mulheres negras morrem, em média, três vezes mais que as brancas. Na luta contra a mortalidade materna e pelo fim da violência contra as mulheres essa vigília tem a organização das seguintes entidades: Articulação Nacional de Negras Jovens Feministas, CEAFRO/UFBa – educação para igualdade racial e de gênero, Coletivo de Mulheres do Calafate, Estação da Lapa (administração), IMAIS, Observatório da Equidade Racial, Odara – Instituto da Mulher Negra e da Rede Feminista de Saúde – Regional Bahia.
SERVIÇO
O Quê: 2ª Vigília Feminista pelo Fim da Violência contra as Mulheres
Quando: 29 de maio de 2012
Onde: Estação Central da Lapa
Horário: 17h30min
Entrada Franca
Mais informações através dos contatos abaixo.
Organização da Vigília
Emanuelle Góes: (71) 9137-1309
Louisa Huber: (71) 8852-0024
Ass. Comunicação do CEAFRO
Camila de Moraes (71) 8127-7035
quinta-feira, julho 14, 2011
A Vitória de uma vida frente às institíções brasileiras.

sexta-feira, maio 27, 2011
O CONCRETO E O GEOMÉTRICO BRASILEIRO.

quinta-feira, maio 19, 2011
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
A ONU institui 2011 como Ano Internacional dos Afrodescendentes.
sábado, novembro 20, 2010
Omo-Oba: Histórias de Princesas
Omo - Oba: Histórias de Princesas
Debate Cedem/Unesp
Omo-Oba: Histórias de Princesas- Mazza edições - Belo Horizonte/MG – 2009, livro de Kiusam de Oliveira, com ilustrações de Josias Marinho (recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ), será o centro do debate e da intervenção artística com Amélia Cardoso, (voz) e Igor Seiji Moriya (violão), no próximo dia 30 de novembro, terça-feira às 18h30, promovido pelo
CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
A autora apresenta seis mitos africanos que mostram como princesas se tornaram, mais tarde, rainhas. Essas histórias vêm de fontes tradicionais conhecidas, contadas e recontadas pelo povo africano (iorubano), muito divulgado nas comunidades de tradição ketu e afro-brasileiras, os quais são poucos conhecidos pelo público em geral. Kiusam procura reforçar e fortalecer os diferentes modos da personalidade feminina, visando o empoderamento de meninas e mulheres em suas descobertas pessoais, buscas e o desenvolvimento da autoestima nas relações socioculturais.
Oiá e o búfalo interior; Oxum e seu mistério; Iemanjá e o poder da criação do mundo; Olocum e o segredo do fundo do oceano; Ajê Xalugá e o seu brilho intenso; Oduduá e a briga pelos sete anéis. São essas as histórias do livro que compõem o universo dos arquétipos femininos representados pelas protagonistas conhecidas como ORIXÁS (Ori = cabeça, Xá = senhor/protetor).
Expositora
Kiusam de Oliveira
Mestre em Psicologia e Doutora em Educação - USP
Pedagoga, Escritora, Contadora de Histórias, Bailarina e Professora da rede pública de ensino
Debatedores
Radi Oliveira
Poetiza e Produtora Cultural
José Geraldo Neres
Escritor, Poeta, Roteirista, Dramaturgo e Produtor Cultural
Mediador
Oscar D´Ambrósio
Mestre em Artes – UNESP/Campus São Paulo
Crítico de Arte, Escritor, Jornalista e Coordenador de Imprensa/Reitoria da UNESP
Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail:
Data e horário: 30 de novembro de 2010 (terça-feira) às 18h30
Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória.
terça-feira, novembro 18, 2008
EIDAN 2008 - I Encontro Internacional de Dança Negra
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O Encontro viabilizará o acesso da população à produção, criação e difusão das singularidades e pluralidades da dança com caráter étnico, convergindo e ampliando os diálogos provenientes da Bahia e de outros centros mundiais. O EIDAN 2008 estabelece uma rede de relacionamentos e intercâmbios artísticos e acadêmicos sobre Dança Negra, tendo como foco principal, além da apresentação de espetáculos, promover discussões sobre uma opção estética pluralista, em dança, tendo como referência obras lastreadas no universo negro, seja entre profissionais de países da própria África como entre os que compõem a Diáspora Africana. O I Encontro Internacional de Dança Negra acontecerá com diversas ações na periferia de Salvador. Levará ao público de bairros da cidade – Pelourinho, Pirajá, Tancredo Neves – e ao de Portão, em Lauro de Freitas, espetáculos, oficinas, debates, palestras, montagens, e vivências com artistas de várias partes do mundo, que irão expor e compartilhar suas experiências e processos criativos.










